A Tyson Foods fechou a fábrica de processamento de carne bovina em Joslin, Illinois, resultando na demissão de mais de 2.500 trabalhadores. A unidade, encerrada em agosto, tinha forte peso econômico na região de Quad Cities e empregava diversos imigrantes da América Latina, de países africanos e de Mianmar.
A comunicação do encerramento gerou revolta entre os empregados. Segundo a imprensa local, parte do grupo recebeu o aviso no refeitório, sob controle de supervisores, enquanto outros trabalhadores descobriram o fechamento ao encontrar os portões da fábrica trancados.
A empresa informou à imprensa americana que manterá pagamentos equivalentes a uma jornada de 36 horas semanais até outubro. Funcionários afirmam, porém, que o valor ficará abaixo da renda habitual devido à perda de horas extras que complementavam os salários.
A Tyson declarou que a medida integra uma reorganização das operações de carne bovina nos Estados Unidos. A companhia pretende concentrar o processamento em três grandes unidades na região central do país, motivada pela menor oferta de gado e pelo aumento dos custos de produção.
Dados de autoridades americanas indicam que o rebanho nos Estados Unidos atingiu o menor nível em cerca de 75 anos. A retração é atribuída a períodos de seca e ao aumento de custos com combustível, fertilizantes e insumos, o que elevou a disputa entre frigoríficos por animais disponíveis.
Os senadores Dick Durbin e Tammy Duckworth, além do deputado Eric Sorensen, criticaram a condução da Tyson Foods e alertaram para os impactos econômicos sobre as famílias afetadas.


