A Uber anunciou nesta quarta-feira (2) a demissão de aproximadamente 10% de sua força de trabalho global como parte de uma reorganização estrutural. A medida, que atinge mais de 3 mil funcionários, ocorre simultaneamente à saída da plataforma dos mercados da Nigéria e de Uganda.
O CEO da empresa, Dara Khosrowshahi, informou em mensagem aos colaboradores que as mudanças visam tornar a plataforma mais simples e rápida. Segundo o executivo, a redução do tamanho da equipe deve eliminar níveis hierárquicos e reduzir atrasos de coordenação, permitindo decisões mais ágeis.
A companhia, que opera em mais de 70 países e possui cerca de 34 mil funcionários, já havia deixado a Tanzânia no início deste ano. A operação agora foca na simplificação de estruturas após um período de crescimento exponencial nos últimos cinco anos.
A reorganização abre espaço para investimentos em condução autônoma. A Uber planeja desembolsar até US$ 10 bilhões nos próximos anos em veículos autônomos, valor equivalente ao lucro líquido da empresa em 2025. O projeto inclui a compra de até 50 mil robotáxis da fabricante Rivian.
Analistas da Wedbush Securities estimam que a onda de demissões gere uma economia anual de US$ 1,75 bilhão (R$ 8,97 bilhões). A empresa já estabeleceu parcerias com as startups croata Verne e britânica Wayve para a circulação de veículos sem motoristas.
De acordo com o diretor financeiro da Uber, os compromissos de compra de veículos autônomos de diferentes marcas já somam aproximadamente 120 mil unidades, conforme informado no começo de agosto.


