Duas mulheres, de 67 e 73 anos, morreram após ataques de ursos enquanto colhiam cogumelos na localidade de Podtyosovo, na região de Krasnoyarsk, na Sibéria. Os corpos de Galina Teterina, de 73 anos, e Zoya G., de 67, foram encontrados enterrados a cerca de cinco metros um do outro.
Equipes de emergência trabalham com a hipótese de que a mulher de 67 anos tenha sido atacada e enterrada primeiro. Horas depois, Galina Teterina teria chegado ao mesmo local e também sido morta. Ainda não foi confirmado se as duas vítimas foram alvo do mesmo animal.
Um morador local sugeriu que Teterina possa ter visto o corpo ou pertences da primeira vítima antes de ser atacada pelo predador. Em outro incidente nesta quinta-feira (3), um urso jovem foi morto a tiros perto de uma escola no subúrbio de Yemelyanovo, embora não haja confirmação de vínculo com as mortes das mulheres.
A região de Krasnoyarsk entrou em estado de alerta elevado. O prefeito Sergey Vereshchagin informou que a medida permite a mobilização de serviços municipais e forças de segurança para aumentar patrulhas e monitoramento, devido ao aumento de avistamentos de ursos dentro dos limites da cidade.
A ameaça levou a Universidade Federal da Sibéria a ordenar que estudantes permaneçam em seus dormitórios. Segundo Nikolai Maltsev, chefe do departamento estadual de supervisão da caça, o problema não é o aumento populacional, mas a fome e a ousadia dos animais, causadas por seca e incêndios que reduziram a oferta de pinhões e frutas silvestres.
A população estimada de ursos na região é de 27 mil animais. Este ano, as equipes de controle da fauna abateram mais de 120 ursos considerados problemáticos, número que supera em mais de duas vezes o total registrado em 2025. Recentemente, Snezhana Korolyova, de 29 anos, também morreu após ataque de urso-pardo nos montes Altai.


