Um vídeo que circula nas redes sociais mostrando uma sucuri gigante engolindo uma vaca em Cascavel, no Ceará, é falso. O registro foi produzido por ferramentas de inteligência artificial e não retrata um acontecimento real, apesar do nível de realismo das imagens que induziram usuários ao erro.
Na gravação, a serpente aparece com grande parte do corpo do bovino dentro da boca, deixando apenas as patas traseiras do animal visíveis. A composição da cena e o tamanho atribuído ao réptil contribuíram para a repercussão do conteúdo como se fosse um flagrante no interior cearense.
A apuração indica que a cena apresenta erros biológicos. No vídeo, a presa parece lutar enquanto é engolida, porém serpentes realizam o processo de ingestão apenas após a morte do animal, geralmente por estrangulamento e quebra de ossos.
A circulação de vídeos com animais de proporções extraordinárias ou em situações improváveis tornou-se frequente. Imagens são produzidas ou alteradas por inteligência artificial para criar cenas convincentes que, sem verificação, são compartilhadas como registros jornalísticos.
Sinais de montagem podem ser identificados por movimentos pouco naturais, deformações no corpo dos animais, mudanças bruscas de textura e inconsistências no cenário. A análise da origem da publicação e a busca por fontes confiáveis são recomendadas para evitar a propagação de conteúdos falsos.


