A escalada da violência ligada ao narcotráfico no Estrecho reacendeu a discussão sobre a recriação do OCON-Sur, unidade de elite da Guardia Civil extinta há quatro anos. Políticos e sindicatos reivindicam o retorno do grupo, embora ex-integrantes considerem a possibilidade remota ou impossível.
O grupo operou durante quatro anos e contou com a passagem de 260 agentes. Durante esse período, a unidade registrou a apreensão de 1,2 tonelada de drogas e o confisco de 72 milhões de euros. O balanço operacional do grupo também soma 12.800 detenções.
Apesar da desativação oficial, ex-membros mantêm a conexão por meio da compra de produtos personalizados. Pedidos recentes incluíram pulseiras, canivetes e patches. Em ocasião anterior, o grupo adquiriu camisetas que listavam os números de apreensões e prisões da unidade.
Um dos integrantes afirmou que, caso David Oliva, ex-chefe do OCON, retorne ao comando, outros 200 agentes voltariam a atuar. A declaração reflete a mobilização interna, mas contrasta com a análise técnica sobre a viabilidade do projeto.
A pressão pelo retorno da unidade é sustentada por demandas de setores políticos e sindicais. No entanto, a apuração indica que até mesmo aqueles que compuseram o grupo veem a recriação como um cenário improvável diante da realidade atual.


