A Volkswagen anunciou, nesta quinta-feira (3), a aprovação de um plano de reestruturação que prevê o corte de 50 mil empregos até o fim da década. A medida, validada por unanimidade pelo conselho de supervisão em Wolfsburg, eleva para 100 mil o total de postos de trabalho que devem ser eliminados pela montadora.
O chamado Plano Futuro, conduzido pelo CEO Oliver Blume, visa aumentar a eficiência e a competitividade da empresa. A estratégia inclui a redução de 15% da força de trabalho global e a diminuição da linha de modelos de veículos em cerca de 50% até 2035, além da redução do portfólio de participações.
A decisão ocorre enquanto o grupo enfrenta custos elevados, queda na demanda e concorrência intensa, especialmente no mercado chinês. A maior montadora da Europa também sofre com a irregularidade na procura por carros elétricos e com a aplicação de tarifas nos Estados Unidos.
Diretoria e sindicatos concordaram que a continuidade de quatro fábricas alemãs não está garantida após 2030. As unidades afetadas ficam em Hannover, Emden, Zwickau e Neckarsulm. Caso ocorram, seriam os primeiros encerramentos de operações em grande escala da empresa em seu país de origem.
O conselho de supervisão é composto por representantes dos acionistas e dos trabalhadores. A aprovação unânime encerra as negociações entre as duas partes e amplia a autonomia de Blume para implementar as mudanças consideradas essenciais para a sobrevivência da companhia a longo prazo.


