O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou nesta quinta-feira (3), durante sabatina em São Paulo, que o fim da escala 6×1 é uma “medida populista do governo”. A declaração ocorre após a aprovação da proposta pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira (2).
Zema declarou que a mudança acontece em um contexto eleitoral e não resolveria as dificuldades dos trabalhadores. Segundo o candidato, o governo estaria aproveitando o momento para “enganar o povo” com decisões tomadas em Brasília.
Como alternativa, o político defendeu a adoção de uma escala por hora. Nesse modelo, o trabalhador teria a liberdade de definir quanto tempo pretende trabalhar, exemplificando que quem desejasse atuar 20 horas poderia fazê-lo.
O candidato também reiterou a defesa da privatização de empresas estatais. Zema afirmou que companhias públicas estiveram envolvidas em grandes escândalos de corrupção recentes, citando a Petrobras e o caso do Petrolão.
Outro exemplo mencionado foi o Banco de Brasília (BRB) e o caso envolvendo o Banco Master. Zema argumentou que apenas a estatal esteve envolvida no escândalo, sem a participação de bancos ou fundos de pensão privados, o que justificaria a privatização.
A agenda de Zema em São Paulo segue nesta quinta-feira com um encontro com mulheres no bairro dos Jardins, na zona oeste da capital, e a participação em nova sabatina.


