O candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), classificou a proposta de fim da escala 6×1 como uma medida populista em ano eleitoral nesta quinta-feira (3). Durante sabatina, o ex-governador de Minas Gerais defendeu a implementação de contratos de trabalho por hora para substituir a decisão centralizada do governo federal.
Zema afirmou que a alteração na jornada de trabalho não melhoraria a vida da população. Segundo o político, o trabalhador brasileiro busca ganhar mais, e não a redução de horas por meio de uma decisão administrativa tomada em Brasília.
O candidato acusou o governo de utilizar o tema para obter vantagens eleitorais. Ele declarou que a gestão atual aproveita o momento político para enganar a população ao discutir a escala de trabalho.
Como alternativa, Zema sugeriu que o Brasil adote modelos utilizados em outros países, permitindo que o trabalhador defina a quantidade de horas trabalhadas. Ele propôs a criação de contratos por hora, nos quais o profissional poderia optar por jornadas de 10, 20, 50 ou 60 horas, conforme a disponibilidade.
A adoção desse sistema ajudaria a reduzir a informalidade no mercado de trabalho, informou Zema. O candidato argumentou que a flexibilização permitiria formalizar a parcela da população que hoje atua no mercado informal.


