O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta segunda-feira (7), que espera que a consciência da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), prevaleça sobre o “espírito corporativista” da Corte. As declarações ocorreram durante ato na avenida Paulista, em São Paulo, onde o político criticou a relação do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, fundador do Master.
Zema incluiu os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli e Gilmar Mendes no grupo de Moraes e Vorcaro, referindo-se a eles como “turminha”. O candidato disse que, em países civilizados, um magistrado que prestasse serviços a um criminoso teria sido expulso e encarcerado.
A fala ocorre enquanto o STF enfrenta uma crise institucional iniciada no dia 1º de setembro, envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. O conflito tem como base o caso Master e revelações da Polícia Federal (PF) sobre esquemas de favores comandados por Vorcaro.
A apuração indica que o placar de uma eventual votação no plenário do STF sobre a investigação contra Moraes é incerto. A Corte está dividida ao meio, sendo Cármen Lúcia a única ministra com voto ainda indefinido.
Ainda nesta segunda-feira, o senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, convocou segunda manifestação na Paulista com as frases “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”. O parlamentar chamou o gabinete de Moraes de “gabinete da perseguição” e classificou o ministro como “laranja podre” após a divulgação de mensagens de Vorcaro.
Em 2025, o ato de 7 de Setembro no local reuniu 48.800 pessoas. No ano anterior, a mobilização convocou quase 60.000 manifestantes.


