Ricardo Nunes provoca Boulos em nomeação para ministério

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Na terça-feira, 21 de outubro de 2025, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, comentou com ironia a nomeação do deputado Guilherme Boulos como ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Nunes disse: ‘Vai ter carteira assinada pela primeira vez’, em referência a uma possível falta de experiência formal de Boulos no serviço público, embora os ministros não sejam regidos pela CLT.

A declaração de Nunes se insere em um contexto mais amplo de tensões políticas, considerando que Boulos é uma figura proeminente na política brasileira, especialmente entre movimentos sociais. O novo ministro tem um histórico de liderança no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e sua nomeação pode levar a um diálogo mais próximo entre o governo e esses grupos. Embora Nunes tenha se referido a Boulos como radical, ele reconheceu que a escolha cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sugerindo que a radicalidade pode ser um traço de preocupação.

As implicações dessa troca de farpas e o papel de Boulos no governo federal são significativas, especialmente em um momento em que a política brasileira enfrenta divisões acentuadas. A Secretaria-Geral da Presidência, sob a liderança de Boulos, terá a responsabilidade de mediar relações com movimentos sociais e sindicais, um papel que pode moldar a agenda do governo em questões sociais. Essa dinâmica revela não apenas as tensões políticas internas, mas também o potencial para novos desdobramentos na política brasileira.

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