O delegado Leandro Almada, que lidera a Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal, manifestou sua oposição a um projeto de lei que equipara facções criminosas a organizações terroristas. Em declarações feitas em uma reunião na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, ele enfatizou que a proposta pode resultar em um aumento significativo nos custos para o setor empresarial, que teria que investir pesadamente em compliance para se adaptar às novas regulamentações.
Almada argumentou que as implicações financeiras do projeto são preocupantes e que o mercado financeiro já expressou suas preocupações sobre os custos que um enquadramento desse tipo geraria. Ele também ressaltou que a medida poderia prejudicar a imagem do Brasil no exterior, afetando diretamente a nota de crédito do país e, por conseguinte, o custo do crédito para os cidadãos brasileiros em diversas áreas econômicas.
Se o projeto for aprovado, o delegado acredita que a situação poderá se agravar, com repercussões não apenas no mercado interno, mas também nas relações comerciais do Brasil com outros países. Almada alertou que interesses estrangeiros podem se sobrepor aos nossos, criando barreiras e dificuldades para os setores produtivos do Brasil, como a indústria, o comércio e a agricultura.

