Haddad critica projeto de Derrite por abrir portas ao crime organizado

Bianca Almeida
Tempo: 2 min.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou preocupação nesta terça-feira, 11, ao afirmar que o projeto de lei antifacção apresentado pelo deputado Guilherme Derrite pode abrir espaço para a consolidação do crime organizado no Brasil. Durante uma coletiva de imprensa, Haddad destacou que a proposta compromete o trabalho de órgãos essenciais, como a Receita Federal e a Polícia Federal, na luta contra a criminalidade.

Haddad argumentou que a aprovação do relatório é perigosa, uma vez que poderia afetar operações em andamento, como a Cadeia de Carbono, que investiga irregularidades no mercado de combustíveis. Ele criticou a falta de diálogo de Derrite com os ministérios da Fazenda e da Justiça antes de submeter o texto, ressaltando que isso demonstra um descompasso nas políticas de segurança pública. O ministro acredita que a proposta favorece o crime organizado ao enfraquecer as instituições responsáveis pela fiscalização.

O impacto das mudanças propostas pode ser significativo, segundo Haddad, pois elas exigem que crimes que normalmente são autuados pela Receita Federal passem por processos judiciais mais complexos. Isso poderia atrasar ações efetivas contra práticas como contrabando, colocando em risco os mecanismos que têm se mostrado eficazes no combate ao crime organizado. O ministro afirmou que levará suas preocupações aos deputados para tentar reverter essa situação.

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