Na terça-feira, as taxas de DI no Brasil registraram quedas significativas, com a taxa para janeiro de 2028 diminuindo para 12,9%, uma baixa de 16 pontos-base em relação ao ajuste anterior. Este movimento ocorre em meio a um cenário de queda do dólar e valorização do Ibovespa, impulsionado por uma inflação de outubro inferior ao esperado e pela ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que sugere um possível corte na Selic em janeiro.
A ata do Copom destacou uma diminuição na pressão inflacionária, particularmente em serviços, embora essa área ainda mostre resiliência. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que o IPCA subiu apenas 0,09% em outubro, abaixo das previsões do mercado. Analistas do setor financeiro agora projetam uma probabilidade de até 85% para um corte de 25 pontos-base na Selic já em janeiro, o que representa uma mudança significativa nas expectativas do mercado.
Os desdobramentos desse cenário podem impactar tanto o ambiente econômico nacional quanto as decisões de investimento. Com a taxa Selic atualmente em 15% ao ano, um corte antecipado poderia estimular a atividade econômica, oferecendo alívio para famílias e empresas. A confiança dos investidores também pode ser reforçada, uma vez que a redução da taxa de juros tende a favorecer a continuidade do crescimento econômico no Brasil.

