Em 12 de novembro de 2025, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, encontrou-se com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir as recentes críticas ao PL Antifacção. A reunião ocorreu após ambos expressarem preocupações sobre as alterações propostas pelo deputado Guilherme Derrite, que poderiam comprometer a eficácia das instituições de segurança pública no Brasil.
Haddad alertou que o relatório de Derrite limitava as ações da Receita Federal e enfraquecia a Polícia Federal, favorecendo práticas ilegais, como as ações de máfias de combustíveis. O ministro enfatizou que o deputado não consultou o governo para elaborar o parecer e que as mudanças poderiam abrir espaço para o crime organizado. Rodrigues também se posicionou contra as propostas do PL, reforçando a necessidade de uma legislação que fortaleça as instituições de segurança.
As críticas feitas por Rodrigues e Haddad precedem um recuo de Derrite, que retirou do relatório a equiparação de crimes de facções com atos de terrorismo. O líder do Governo na Câmara, José Guimarães, considerou as alterações propostas por Derrite como uma vitória para o governo, enquanto a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, elogiou a mudança. O desdobramento dessa situação poderá impactar a votação do projeto e a relação entre as instituições de segurança e o legislativo.


