As Forças Armadas dos Estados Unidos iniciaram em setembro uma campanha militar contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Oceano Pacífico. A operação utiliza drones MQ-9 Reaper, aviões de artilharia AC-130J e caças F-35, com o objetivo declarado de diminuir o fluxo de narcóticos para o território americano. Até o momento, a ofensiva resultou na morte de dezenas de pessoas e na destruição de várias embarcações, conforme relatórios oficiais.
A atividade militar tem se concentrado em Porto Rico, onde os drones e caças estão baseados, e em El Salvador, onde um avião de artilharia foi avistado. A operação levantou preocupações sobre os custos envolvidos, já que cada ataque pode custar centenas de milhares de dólares, e a identidade das pessoas a bordo das embarcações frequentemente não é confirmada antes dos ataques. Esse fator tem gerado questionamentos sobre a precisão das informações de inteligência utilizadas.
Com o aumento das operações, a administração americana enfrenta pressões para esclarecer os gastos e a eficácia da campanha antinarcóticos. A movimentação militar na região também suscita especulações sobre possíveis ações mais amplas contra o tráfico de drogas e outros alvos, à medida que os Estados Unidos buscam adaptar suas estratégias em resposta a novas evidências sobre rotas de tráfico. As implicações de tais operações são complexas e poderão afetar as relações internacionais na região.


