Na terça-feira, 18 de novembro, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, solicitou a expulsão do Hamas da região, um dia após o Conselho de Segurança da ONU aprovar uma resolução que oferece anistia a membros do grupo palestino. A proposta, fundamentada no plano de 20 pontos de Donald Trump, busca delinear os próximos passos para encerrar o conflito em Gaza, mas não inclui a exigência de que o Hamas se dissipe ou deixe o território.
Durante uma visita à Casa Branca em setembro, Netanyahu expressou apoio ao plano de Trump, mas suas declarações recentes indicam tensões com Washington. A resolução, que foi bem recebida internacionalmente, enfrenta resistência tanto do Hamas, que se opôs a partes do plano, quanto de Netanyahu, que continua a se opor à criação de um Estado palestino. A ausência de prazos e mecanismos claros para implementação do plano representa um desafio significativo para a paz na região.
A resolução do Conselho de Segurança também autoriza uma força multinacional temporária em Gaza para estabilizar a área, embora ainda não existam compromissos de países para enviar tropas. O Hamas criticou a proposta, ressaltando que não atende às demandas políticas e humanitárias do povo palestino. Assim, as divergências entre as partes envolvidas continuam a dificultar a busca por uma solução duradoura para o conflito.

