Um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que os acidentes com motocicletas são responsáveis por quase 40% das mortes no trânsito brasileiro e 60% das internações hospitalares relacionadas. Apesar de as motos representarem apenas 30% da frota nacional, esse crescimento significativo nos acidentes é um problema crescente para o Sistema Único de Saúde (SUS), que em 2024 gastou mais de R$ 270 milhões com os atendimentos.
Desde 1998, os custos com internações decorrentes de acidentes de motocicleta aumentaram drasticamente, passando de R$ 41 milhões para R$ 273 milhões. O estudo menciona que a falta de recursos, como o seguro obrigatório de danos pessoais (DPVAT), que anteriormente ajudava a financiar esses atendimentos, agrava ainda mais a situação. Além disso, a crescente popularidade dos serviços de mototáxi e o uso imprudente do celular durante a condução intensificam o risco de sinistros e complicações para a saúde pública.
Diante desse cenário alarmante, especialistas alertam sobre a necessidade urgente de políticas públicas que abordem a segurança no trânsito e a regulamentação dos serviços de mototáxi. A vulnerabilidade dos motociclistas, em parte relacionada a condições sociais e econômicas precárias, também requer atenção. O aumento das mortes e das internações revela uma crise que exige intervenções eficazes para proteger tanto os motociclistas quanto o sistema de saúde brasileiro.

