Sirlene de Souza Zanotti, condenada a 14 anos de prisão pelos ataques de 8 de janeiro, foi detida na Argentina na terça-feira (2) ao tentar atravessar a fronteira rumo ao Paraguai. A prisão foi confirmada por fontes oficiais e resulta de um mandado expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Condenada em março de 2024, Sirlene enfrentou acusações graves, incluindo tentativa de golpe de Estado e associação criminosa armada. Desde outubro de 2024, o STF havia autorizado a extradição de outros foragidos que se encontravam na Argentina, em resposta a um pedido da Polícia Federal. A defesa de Sirlene expressou preocupação com a detenção, alegando violações de direitos constitucionais e questionando a motivação política do processo.
A extradição de Sirlene deve seguir os mesmos procedimentos aplicáveis a outros condenados na Argentina, com a decisão final a ser tomada pelo STF. O caso destaca a complexidade dos processos legais internacionais e levanta questões sobre a proteção de direitos individuais em situações de extradição e condenação no exterior.

