Na reunião realizada em 10 de dezembro de 2025, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por manter a taxa Selic em 15%, contrariando as expectativas do mercado que aguardavam um possível corte já para janeiro. O comunicado do Copom alertou para a necessidade de cautela em um cenário marcado por incertezas econômicas e riscos inflacionários, como a persistência da inflação de serviços e a desancoragem das expectativas de inflação.
Economistas e instituições reagiram à decisão, com críticas sobre a manutenção da taxa elevada. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), a continuidade dos juros altos pode inibir investimentos e desacelerar ainda mais a economia. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) também expressou preocupação, destacando os impactos negativos nos projetos habitacionais e de infraestrutura.
As projeções de economistas para cortes na taxa de juros foram adiadas, com muitos agora prevendo um possível afrouxamento monetário apenas em março de 2026. A situação atual demanda atenção redobrada, uma vez que fatores externos e internos podem impactar as políticas econômicas e a inflação no Brasil. O Copom reafirmou sua vigilância, indicando que ajustes na política monetária poderão ser feitos conforme necessário.


