Em dezembro de 2025, o Brasil manteve-se como o país com o segundo maior juro real do mundo, registrando 9,44%. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15% foi fundamental para essa classificação, que posiciona o Brasil atrás apenas da Turquia, que lidera com 10,33%. O juro real brasileiro teve uma leve queda em comparação ao mês anterior, quando estava em 9,74%.
Esse ranking é uma análise elaborada em parceria pela MoneYou e Lev Intelligence, e é liderado pelo economista-chefe Jason Vieira. A pesquisa considera as 40 maiores economias do planeta e revela o impacto significativo da política monetária brasileira em um contexto global. As projeções indicam que a manutenção da Selic, apesar das pressões inflacionárias locais, reflete a cautela do governo em relação à economia.
As implicações dessa situação são amplas, especialmente em um cenário de incertezas fiscais e inflacionárias. A estabilidade dos juros reais é crucial para a atração de investimentos, mas o crescimento econômico pode ser afetado se a situação fiscal não for administrada de forma eficaz. Assim, os próximos passos do Copom e as respostas do mercado às suas decisões serão vitais para a saúde econômica do Brasil nos próximos meses.

