Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em 10 de dezembro de 2025, a ausência de sinalizações sobre cortes na taxa Selic e um tom conservador prevaleceram, afastando a volatilidade política que havia pressionado os juros futuros. O mercado se divide entre a expectativa de um possível corte em janeiro ou março de 2026, enquanto as taxas de juros do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para 2027, 2029 e 2031 apresentaram quedas significativas após o encontro.
O gestor de portfólio Gean Lima afirmou que o cenário de flexibilização em março foi fortalecido pela comunicação do Copom, embora o mercado ainda esteja dividido. A probabilidade de um corte de 25 pontos-base na taxa Selic na primeira reunião de 2026 caiu para cerca de 56%, refletindo um ajuste nas expectativas em meio a um ambiente político mais calmo. A decisão do Copom, que manteve a Selic em 15%, foi interpretada como uma tentativa de evitar mal-entendidos sobre cortes iminentes.
Com o cenário político se estabilizando, os investidores parecem estar mais focados nos fundamentos econômicos. O estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, destacou que as recentes discussões sobre candidaturas presidenciais deram lugar a uma análise mais profunda das condições econômicas. A pesquisa do IBGE sobre vendas do varejo também indicou resultados melhores do que o esperado, contribuindo para um clima de otimismo cauteloso no mercado financeiro.


