Inflação na Argentina sobe para 31,4% após vitória de Milei

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

A inflação na Argentina voltou a acelerar, alcançando 31,4% ao ano, após a vitória do presidente Javier Milei nas eleições de meio de mandato. Em novembro, os preços ao consumidor subiram 2,5%, superando as expectativas de economistas e marcando o terceiro mês consecutivo de alta. Entre os principais fatores estão os aumentos nos preços da carne, transporte e energia, que impactaram diretamente o bolso dos argentinos.

Apesar da turbulência econômica, a moeda argentina se manteve relativamente estável em comparação a meses anteriores. O novo Congresso, com uma ampla vantagem para o partido libertário de Milei, tomou posse recentemente, e o presidente já enviou propostas de reforma trabalhista. A economia, que muitos esperavam que contraísse, registrou um crescimento inesperado de 0,5% em setembro, indicando uma leve recuperação.

As previsões para o final do ano são de que a inflação se estabilize em torno de 30,4%, com um crescimento revisado para 4,4%. A expectativa é que as reformas propostas pelo novo governo possam trazer mudanças significativas no cenário econômico e financeiro do país. A resposta do mercado financeiro às recentes eleições sugere uma confiança cautelosa nas políticas de Milei, mas o futuro econômico da Argentina ainda é incerto.

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