O deputado José Rocha relatou à Polícia Federal uma ameaça recebida do então presidente da Câmara, Arthur Lira, referente à liberação de 320 milhões de reais destinados a Alagoas. Rocha, que presidia uma comissão responsável por aprovar as emendas, afirmou que Lira o pressionou após ele se recusar a assinar repasses sem informações claras sobre beneficiários e autores das emendas.
Segundo Rocha, o presidente da Câmara ligou para expressar sua insatisfação pela negativa ao repasse. Rocha, em resposta, declarou que respeitava o pai de Lira, mas não o mesmo poderia ser dito sobre o deputado, diante da ameaça recebida. O depoimento de Glauber Braga, que também participou da conversa, corroborou essa versão, destacando a pressão exercida por Lira.
Esta situação expõe questões preocupantes sobre práticas de transparência no uso de verbas públicas e a ética nas relações entre parlamentares. A investigação da Polícia Federal, que não incluiu Lira como alvo, continua a se desenrolar, e o caso pode ter desdobramentos significativos na política nacional, especialmente em relação ao orçamento secreto.


