María Corina Machado, a proeminente líder da oposição venezuelana, conseguiu chegar a Oslo, na Noruega, após uma arriscada operação de resgate em meio a um complexo esquema de clandestinidade. Proibida de deixar a Venezuela e procurada pelo regime de Nicolás Maduro, sua participação na cerimônia do Nobel da Paz, realizada no dia 10 de dezembro, foi uma incógnita até os últimos minutos. A operação foi liderada por Bryan Stern, ex-militar das forças especiais dos Estados Unidos e fundador da Grey Bull Rescue Foundation.
Stern detalhou à emissora britânica BBC que a missão envolveu o uso de duas embarcações e disfarces para evitar a detecção, como parte de uma estratégia cuidadosamente planejada. A travessia enfrentou condições adversas, com ondas de até três metros, o que, segundo ele, ajudou a minimizar o risco de identificação. O ex-militar ressaltou que a operação foi financiada por doadores privados, e não pelo governo americano, demonstrando o envolvimento direto da sociedade civil no apoio à opositora.
Após uma jornada noturna e cheia de desafios, Machado foi recebida em Oslo por seus filhos, que não via há dois anos. Stern expressou preocupação com a segurança da líder opositora, aconselhando que ela não retorne à Venezuela, embora acredite que ela eventualmente voltará por ser vista como uma heroína pelo seu povo. A operação levanta questões sobre a atual crise política na Venezuela e os esforços da oposição em buscar alternativas para escapar da repressão do regime.

