O governo dos Estados Unidos anunciou a retirada do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, da lista de sanções da Lei Magnitsky em 12 de dezembro de 2025. A decisão encerra um período de cerca de seis meses em que o ministro esteve sob restrições financeiras e administrativas, resultado de uma pressão política iniciada por Eduardo Bolsonaro e que culminou em sanções durante a administração de Donald Trump.
O caso de Moraes, que se tornou um símbolo de tensões entre Brasil e Estados Unidos, começou com tentativas de parlamentares americanos de penalizá-lo por supostas violações de direitos. As sanções impuseram restrições significativas e geraram uma crise que transcendeu o âmbito jurídico, refletindo as complexidades das relações bilaterais. As negociações que levaram à remoção das sanções foram acompanhadas por encontros diplomáticos, incluindo um importante diálogo na Malásia.
A retirada das sanções é interpretada como um passo positivo para a recomposição das relações entre os dois países, que enfrentaram desafios políticos e econômicos nos últimos tempos. A normalização das relações pode facilitar novas interações comerciais e políticas, embora a permanência de outras sanções ainda represente um obstáculo. O desfecho deste episódio poderá influenciar a dinâmica interna brasileira e a resposta do governo dos EUA a futuras tensões diplomáticas.

