O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, chefiado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, afirmou que está monitorando de perto a reforma tarifária aprovada pelo Congresso mexicano. A nova legislação, que aumentará em 35% as tarifas sobre produtos de países sem acordos comerciais, afetará diretamente o Brasil e a China. O governo brasileiro espera a publicação do texto final da lei para avaliar os impactos sobre suas exportações.
A elevação tarifária, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2026, não deve afetar significativamente o comércio no setor automotivo, que já possui um acordo de livre comércio. No entanto, o Ministério expressou preocupação com a possibilidade de que as novas tarifas possam prejudicar as preferências bilaterais em outros setores. O Brasil mantém um diálogo constante com autoridades mexicanas para discutir as consequências dessas mudanças tarifárias.
O governo brasileiro ressaltou a importância de que decisões unilaterais que possam impactar o comércio bilateral sejam analisadas com base no compromisso mútuo de previsibilidade e segurança jurídica. O Brasil continuará engajado em um diálogo construtivo com o México, visando preservar um ambiente de cooperação e garantir condições favoráveis para o comércio e investimentos entre os dois países.

