O Partido Liberal (PL) está elaborando um plano para tentar evitar a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro, marcada para ocorrer devido a ausências durante a última semana de trabalhos da Câmara em 2025. A estratégia se fundamenta em casos anteriores, como o do deputado Chiquinho Brazão, cuja perda de mandato foi decidida apenas em março do ano seguinte às faltas. O presidente da Câmara, Hugo Motta, expressou a intenção de resolver a situação ainda neste ano, surpreendendo aliados e opositores.
Os apoiadores de Eduardo acreditam que é possível adiar a decisão com base em precedentes, argumentando que a cassação só ocorre quando um deputado falta a um terço das sessões ordinárias. No entanto, eles enfrentam resistência, uma vez que as sessões da Câmara têm sido consideradas extraordinárias. Apesar de tentativas passadas de usar essa justificativa, a maioria dos integrantes da Mesa Diretora é cética quanto à aceitação dessa manobra para proteger o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Embora haja uma perspectiva de que os aliados consigam postergar a decisão, a maioria na Mesa acredita que é improvável que evitem a cassação por faltas no próximo ano. A situação de Motta, atualmente fragilizada, pode influenciar as articulações políticas em torno do caso. O desfecho dessa estratégia pode ter implicações significativas para a carreira política de Eduardo Bolsonaro e para a dinâmica do partido no cenário político brasileiro.

