Governo da Bulgária renuncia após pressão de protestos da geração Z

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O governo da Bulgária caiu em 11 de dezembro, quando o primeiro-ministro Rosen Zhelyazkov renunciou em um pronunciamento televisionado, às vésperas de uma votação de moção de censura no Parlamento. A decisão foi impulsionada por semanas de protestos contra a política econômica do governo, especialmente em um momento crítico em que o país se prepara para entrar na zona do euro em janeiro de 2026.

Os protestos, que atraíram principalmente jovens, clamavam por maior integração europeia e criticavam a corrupção persistente na Bulgária, o país mais pobre da União Europeia. O primeiro-ministro reconheceu que as manifestações expressavam um descontentamento com a postura do governo, e não apenas com suas políticas. A retirada do projeto orçamentário de 2026, que previa aumento de impostos, não foi suficiente para apaziguar os manifestantes, que continuaram a exigir mudanças significativas.

O presidente Rumen Radev agora terá a responsabilidade de consultar os partidos para a formação de um novo governo; se não obtiver sucesso, deverá nomear um gabinete interino até a convocação de novas eleições. O líder da coalizão anterior, Boyko Borissov, prometeu atuar como uma oposição forte, destacando suas realizações, como a entrada na zona Schengen. A renúncia do governo pode ser vista como um passo importante na busca da Bulgária por um fortalecimento democrático e por um futuro mais integrado à Europa.

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