Pesquisa revela alta taxa de depressão entre agentes penitenciários no Brasil

Marcela Guimarães
Tempo: 2 min.

Uma pesquisa recente apontou que 10,7% dos agentes penitenciários brasileiros foram diagnosticados com depressão, com dados coletados entre 2022 e 2024. O levantamento, que envolveu 22,7 mil profissionais, também revelou que 20,6% dos entrevistados relataram ter transtorno de ansiedade, enquanto 4,2% mencionaram transtornos de pânico. Esses dados foram divulgados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os resultados da pesquisa, que faz parte do estudo “Cenários da Saúde Física e Mental dos Servidores do Sistema Penitenciário Brasileiro”, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, mostram desafios significativos enfrentados pelos servidores. Apesar de 15,9% se declararem “muito satisfeitos” com suas funções, a maioria sente que sua contribuição é pouco reconhecida pela sociedade. Além disso, a pesquisa revelou uma preocupação com doenças físicas, como obesidade e hipertensão, que afetam uma parte significativa dos agentes.

Em resposta aos dados alarmantes, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, enfatizou a necessidade urgente de políticas estruturadas de cuidado. Ele reconheceu a importância dos agentes penitenciários na segurança pública e a urgência em abordar suas necessidades frequentemente negligenciadas. A implementação de medidas que melhorem o bem-estar e o reconhecimento desses profissionais é vista como essencial para garantir um ambiente de trabalho mais saudável e eficiente.

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