Junta militar de Mianmar nega responsabilidade em ataque a hospital

Isabela Moraes
Tempo: 1 min.

A junta militar que governa Mianmar se manifestou, neste sábado (13), negando qualquer responsabilidade pelas mortes de civis em um bombardeio que atingiu um hospital no estado de Rakhine. O ataque, que ocorreu na noite de quarta-feira, resultou na morte de cerca de 33 pessoas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e deixou ainda 20 feridos, entre eles profissionais de saúde e familiares de pacientes.

Em uma declaração, o exército birmanês alegou que as vítimas não eram civis, mas sim terroristas e simpatizantes, conforme publicado no jornal estatal Global New Light of Myanmar. A junta militar ressaltou que as operações eram parte de uma ação antiterrorista, intensificada desde que tomou o poder em um golpe de Estado em 2021, o que desencadeou um aumento nos ataques aéreos no país, conforme analistas.

A comunidade internacional, através das Nações Unidas, exigiu uma investigação sobre o incidente, destacando que o bombardeio pode constituir um crime de guerra. O aumento da violência em Mianmar levanta preocupações sobre a proteção de civis em meio a um conflito em curso, tornando a situação ainda mais crítica na região.

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