Cerca de 158 mil imóveis na cidade de São Paulo seguem sem energia elétrica neste domingo, 14 de dezembro, após um apagão que teve início na terça-feira anterior. A concessionária Enel informou que as condições climáticas adversas, com ventos de até 98 km/h, complicaram os esforços para restabelecer o fornecimento de energia. O evento é considerado o mais intenso desde o início das medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O vendaval, que provocou o desligamento de energia em mais de 2,2 milhões de clientes, gerou também a queda de árvores e cancelamentos em centenas de voos nos aeroportos da região. A Enel declarou que está mobilizando suas equipes para solucionar a situação, mas novos problemas surgiram durante o trabalho de recuperação. A Justiça de São Paulo, em resposta a uma ação civil, ordenou que a concessionária restabeleça a energia em até 12 horas, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora.
As consequências do apagão não se limitam à falta de energia, afetando também o abastecimento de água em diversas áreas. A Sabesp, responsável pela distribuição de água, informou que a interrupção no fornecimento de energia impactou significativamente suas operações. Este incidente ressalta a vulnerabilidade das infraestruturas urbanas diante de fenômenos climáticos extremos, levantando questionamentos sobre a preparação e a resiliência das companhias de serviços públicos em situações de crise.

