Neste domingo, 14 de dezembro de 2025, os chilenos se dirigem às urnas para o segundo turno das eleições presidenciais, onde José Antonio Kast, candidato de extrema-direita, concorre contra Jeannette Jara, representante da coligação governamental de esquerda. O resultado desta eleição pode marcar a maior guinada política à direita desde o fim da ditadura militar em 1990, com quase 15,6 milhões de eleitores aptos a votar.
Kast, que obteve 23,92% dos votos no primeiro turno, busca conquistar o apoio dos eleitores que votaram em outros candidatos de direita, enquanto Jara, que liderou o primeiro turno com 26,85%, tenta mobilizar seus apoiadores para garantir a vitória. O clima eleitoral é marcado por uma crescente preocupação com a segurança, que se tornou o principal tema da campanha, refletindo um eleitorado ansioso por soluções para a criminalidade e a imigração.
Um possível triunfo de Kast pode ter repercussões significativas, especialmente no mercado financeiro, onde investidores aguardam reformas econômicas. A eleição é a primeira sob uma nova lei de voto obrigatório, que traz incertezas adicionais, já que cerca de 20% dos eleitores permanecem indecisos ou prontos para anular seus votos. O desfecho deste pleito poderá redefinir o futuro político e econômico do Chile.

