O governo brasileiro manifesta apreensão quanto ao futuro do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, cuja assinatura depende de votações críticas agendadas entre 16 e 18 de dezembro. A resistência de países como França e Polônia, que temem a concorrência de produtos sul-americanos, é um dos maiores obstáculos a serem enfrentados na fase final das negociações, iniciadas há 25 anos.
Com a necessidade de aprovação em duas instâncias na Europa, o Parlamento e o Conselho Europeus, as chances de um impasse são reais. Fontes próximas às negociações alertam que, se o acordo não for assinado neste momento, as perspectivas de reabertura das tratativas são quase nulas, levando o Brasil a buscar novos mercados, especialmente na Ásia.
As implicações de um possível fracasso no acordo são significativas. Além de afetar a relação comercial com a Europa, o Brasil poderá intensificar suas parcerias com países asiáticos, como a China, que já se mostra um importante parceiro comercial. A situação exige atenção redobrada dos negociadores e uma análise cuidadosa das dinâmicas geopolíticas em jogo.

