Governador Zema classifica convocação da CPMI do INSS como perseguição política

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, foi convocado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para prestar depoimento sobre alegações de irregularidades envolvendo sua empresa familiar. Em entrevista, Zema afirmou que a convocação representa uma “perseguição política” e que está pronto para apresentar provas de sua inocência em relação a desvios de valores de aposentados.

A convocação ocorreu após um requerimento do deputado Rogério Correia, oposicionista de Zema, e surgiu em meio a investigações sobre a Zema Financeira, que tem autorização para operar com descontos do Auxílio Brasil. O governador defende que a CPMI deveria investigar também outros grandes bancos, ressaltando que sua empresa segue todas as regulamentações necessárias e possui auditorias públicas. Ele acredita que as ações contra ele são motivadas por sua posição política, uma vez que não foram encontradas falhas em sua administração.

Apesar de não ter a maioria das ações e não atuar diretamente na gestão de suas empresas, Zema garantiu que irá colaborar com as investigações e apresentar a documentação necessária. A data do depoimento ainda não está agendada, mas espera-se que ocorra em fevereiro, quando o Legislativo retoma suas atividades. O desdobramento dessa situação poderá ter implicações significativas para a imagem política do governador e para as futuras investigações da CPMI.

Compartilhe esta notícia