A assinatura do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, programada para o próximo sábado (20) no Brasil, tornou-se incerta após a França solicitar o adiamento da votação dos países europeus prevista para esta semana em Bruxelas. O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou que o acordo não atende às necessidades dos agricultores franceses e pediu à Comissão Europeia uma nova análise antes da assinatura.
A situação se complica com a expectativa de uma grande mobilização de sindicatos agrícolas que devem reunir até 10.000 manifestantes em Bruxelas. Enquanto a Comissão Europeia mantém sua posição favorável ao acordo, a pressão interna de vários estados membros, como Alemanha e Espanha, destaca a importância do pacto para suas economias e exportações. A aprovação do acordo requer apenas uma maioria qualificada, o que dificulta a oposição da França.
Mesmo se o acordo for assinado, a disputa não termina, pois a ratificação final dependerá de uma votação no Parlamento Europeu em 2026. As expectativas são de um resultado apertado, com muitos eurodeputados franceses e poloneses se posicionando contra o tratado. A situação ressalta as tensões entre as prioridades agrícolas da França e os interesses comerciais de outros países europeus, podendo impactar profundamente as relações comerciais com a América do Sul.

