As ações da Azul caíram 8,49% após o Tribunal americano aprovar seu plano de reorganização judicial, anunciando o próximo passo para sua recuperação no Chapter 11. O pedido de recuperação foi feito em maio e visa converter parte da dívida existente em ações, permitindo à companhia captar novos recursos. Nesse contexto, às 12h10, o valor das ações estava em R$ 0,97.
O Bradesco BBI reiterou a recomendação de venda, com um preço-alvo de R$ 0,50, destacando a expectativa de uma diluição significativa para os acionistas minoritários. A empresa planeja uma reestruturação que inclui a conversão de dívidas em ações, resultando em uma nova estrutura de capital após a injeção de US$ 950 milhões por investidores estratégicos. Esse movimento visa a redução da dívida total e a melhoria do balanço da empresa.
Essa diluição representa um risco elevado para os atuais acionistas, que podem perder a maior parte de suas participações. A conversão das dívidas em ações fará com que os credores assumam cerca de 97% da companhia, enquanto os acionistas existentes enfrentam a perspectiva de quase total perda de suas participações. O desdobramento desse processo poderá moldar o futuro da Azul no mercado aéreo brasileiro e sua capacidade de recuperação financeira.

