Ruy Alves, gestor da Kinea, descreveu a atual fase de desenvolvimento da inteligência artificial como uma “corrida frenética”, semelhante à música “On the Run” do álbum “The Dark Side of the Moon”. Ele destacou a intensa pressão e a incerteza que cercam o setor, com investimentos bilionários e a expectativa de resultados concretos. Alves participou do programa Expert Talks, onde discutiu a evolução da IA em meio a um cenário econômico global desafiador.
O debate sobre inteligência artificial, segundo Alves, não pode ser visto isoladamente, pois está intimamente ligado a questões como a política monetária nos Estados Unidos, a transformação do mercado de trabalho e a reorganização das cadeias produtivas, especialmente em relação à China. O gestor argumenta que, apesar da magnitude dos investimentos, o mercado está se tornando cético, exigindo que as promessas de inovação se traduzam em modelos de negócios viáveis e receitas sustentáveis.
As implicações desse cenário são significativas, com a IA já substituindo funções de entrada e exigindo maior qualificação da força de trabalho. Alves também observou que a percepção sobre a Bolsa brasileira precisa ser revista, uma vez que a taxa de desconto elevada pode criar uma ilusão de que os preços estão baixos. Ele concluiu que, no atual ambiente econômico, as empresas que conseguirem demonstrar receita terão uma vantagem competitiva substancial.

