Flávio Rosco, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), declarou que o arcabouço fiscal vigente está ‘morto’ e defendeu a necessidade de um ajuste fiscal através da diminuição dos gastos públicos. Em entrevista a jornalistas no dia 16 de dezembro de 2025, ele enfatizou que o Brasil enfrenta um problema estrutural, onde os gastos superam a arrecadação de forma crônica, sugerindo que o foco deve ser na recuperação das contas públicas e não na elevação de receitas.
Rosco argumentou que o arcabouço fiscal deve ser visto como uma solução a longo prazo e criticou o atual nível de endividamento do país. Ele defendeu a reforma administrativa antes da tributária, alegando que a reforma tributária não deve ser priorizada sem uma análise adequada sobre os impactos financeiros. Além disso, criticou a proposta do IVA, que poderia se tornar um dos mais altos do mundo, com alíquotas entre 26,5% e 28%.
Além das questões fiscais, o presidente da Fiemg abordou a controvérsia sobre a desindexação do salário mínimo da aposentadoria, considerando-a necessária para combater a inflação. Ele também discutiu a produtividade baixa do Brasil e a necessidade de um teto para a taxa de juros do consignado privado, ressaltando os desafios impostos pelo lobby bancário. Rosco alertou que a falta de ajustes adequados pode levar trabalhadores a optarem por empregos informais, afetando ainda mais a economia.

