No dia 17 de dezembro de 2025, agricultores bloquearam ruas em Bruxelas, Bélgica, em protesto contra o acordo de livre comércio entre a União Europeia e os países do Mercosul. A manifestação ocorreu durante a cúpula de líderes da UE, resultando em confrontos com a polícia, que usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar os protestantes. Os agricultores temem que o acordo comprometa suas condições de vida e favoreça o crescimento do apoio à extrema-direita na Europa.
A reunião dos líderes da UE na Place Luxembourg foi marcada pela presença de milhares de manifestantes, que expressaram suas preocupações sobre o impacto do tratado. A Itália, sob a liderança da primeira-ministra Giorgia Meloni, manifestou resistência ao acordo, unindo-se à França na busca por garantias para o setor agrícola. O presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou sua oposição, afirmando a necessidade de mais discussões e salvaguardas ambientais antes de qualquer assinatura.
As consequências desse protesto e da resistência política podem adiar a assinatura do acordo, que é visto como uma oportunidade significativa para a criação de um mercado de 780 milhões de pessoas. O presidente brasileiro, que busca concluir o acordo, expressou sua frustração com a oposição europeia, argumentando que não haverá novas oportunidades se o tratado não for assinado. A situação permanece tensa, com a possibilidade de impactos diretos nas relações comerciais entre a Europa e a América do Sul.

