Os Estados Unidos anunciaram a venda de US$ 11 bilhões em armamentos para Taiwan, configurando o maior pacote de armas já negociado entre Washington e Taipei. A transação foi divulgada no dia 17 de dezembro e ainda aguarda a aprovação do Congresso americano. Este movimento ocorre em um contexto de crescente pressão da China sobre Taiwan, que é considerada por Pequim parte de seu território.
Este pacote inclui Sistemas de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade e obuseiros com propulsão automática, somando estimadamente US$ 4 bilhões. A venda é vista como uma maneira de apoiar Taiwan a modernizar suas forças armadas, permitindo que a ilha mantenha uma capacidade defensiva robusta. Por sua vez, Taipei agradeceu aos Estados Unidos, afirmando que essa ajuda é crucial para construir uma dissuasão eficaz contra potenciais ameaças externas.
A China condenou a negociação, alegando que a venda mina sua soberania e segurança, considerando Taiwan uma província rebelde. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que a tentativa dos EUA de apoiar a independência de Taiwan fracassará. Este desdobramento reflete a complexidade das relações na região e as tensões contínuas entre as potências envolvidas.

