O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que pretende manter a estrutura do arcabouço fiscal, mas admite a possibilidade de discutir ajustes em seus parâmetros. Em uma conversa com jornalistas na tarde desta quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, ele enfatizou que a questão fiscal continuará a receber a atenção necessária. Haddad acredita que, independentemente do governo, o aprimoramento do arcabouço é um processo inevitável.
O ministro fez elogios à arquitetura do arcabouço fiscal, destacando que é considerada por especialistas como uma das melhores, devido à combinação de regras de gastos e metas de resultados primários. Ao se referir ao apoio recebido na época de sua divulgação em 2023, Haddad ressaltou que essa estrutura foi bem recebida por diversos setores, incluindo o mercado financeiro. Ele também mencionou que, embora não veja razão para alterar a estrutura, mudanças podem ocorrer dependendo da orientação política de futuros governos.
Por fim, Haddad se manifestou contra a proposta de um teto para a dívida pública, afirmando que não considera essa medida viável. Além disso, ele revelou que ainda não discutiu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a manutenção do arcabouço em um possível novo mandato. Essa posição do ministro reflete a complexidade do cenário fiscal brasileiro e as diferentes abordagens que podem ser adotadas por futuras administrações.

