Desigualdade na proficiência em inglês revela divisão regional no Brasil

Jackelline Barbosa
Tempo: 1 min.

O Índice de Proficiência em Inglês EF 2025 aponta que o Brasil alcançou uma média de 482 pontos, mas esconde profundas desigualdades regionais. Estados do Sul, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, marcam presença na faixa de proficiência Moderada, enquanto áreas do Norte, como Tocantins e Rondônia, enfrentam resultados muito baixos, refletindo uma diferença de até 169 pontos entre capitais.

Eduardo Santos, vice-presidente sênior da Efekta, destaca que essa disparidade é resultado de fatores históricos e estruturais que impactam o acesso à educação de qualidade. Regiões com menos recursos enfrentam barreiras significativas, enquanto localidades mais dinâmicas acumulam investimentos educacionais e oportunidades práticas para o uso do inglês. Isso gera um ciclo que favorece o desenvolvimento da proficiência e a mobilidade social.

Santos enfatiza que a solução para essa desigualdade não está apenas na riqueza, mas na continuidade de políticas públicas eficazes e na formação de professores. O desafio é garantir que todos os brasileiros tenham igualdade de oportunidades para aprender e usar o inglês, promovendo assim uma sociedade mais equitativa e integrada ao mercado global.

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