Austrália implementa recompra de armas após atentado antissemita em Sydney

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

A Austrália se prepara para um ‘dia de reflexão’ no próximo domingo (22), em memória das 15 vítimas do atentado antissemita ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, no último domingo. O primeiro-ministro Anthony Albanese anunciou um plano de recompra de armas, destacando a necessidade de endurecer as leis que permitiram a posse de armamento por um dos suspeitos do ataque. O atentado, que ocorreu durante uma festividade judaica, foi atribuído à ideologia do grupo jihadista Estado Islâmico.

Além da homenagem às vítimas, que ocorreu com centenas de pessoas formando um círculo no mar, Albanese enfatizou a urgência de retirar mais armas das ruas. A proposta de recompra é considerada a maior desde 1996, quando a Austrália adotou medidas rigorosas após um ataque em Port Arthur que causou 35 mortes. O primeiro-ministro também anunciou ações para combater o antissemitismo, incluindo novos poderes para perseguir pregadores extremistas e revogar vistos de propagadores de ódio.

O alerta máximo permanece em Sydney, onde a polícia liberou sete homens detidos sob suspeita de planejar um ato violento, sem vínculos com o ataque em Bondi. O suspeito sobrevivente, Naveed Akram, enfrenta múltiplas acusações, incluindo homicídio e ato de terrorismo. As autoridades australianas intensificaram as investigações sobre possíveis conexões entre os suspeitos e grupos extremistas, reforçando a necessidade de medidas preventivas contra a violência e o extremismo.

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