Orçamento 2026 prevê superávit de R$ 34,5 bilhões e R$ 61 bilhões em emendas

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 1 min.

O relator do Orçamento de 2026, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), apresentou um parecer que prevê um superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas públicas e alocação de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. A votação está agendada para esta sexta-feira (19) no Congresso, onde o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem negociado um calendário de pagamento das emendas com os parlamentares.

O orçamento inclui um aumento nas receitas, consideravelmente impulsionado por R$ 14 bilhões provenientes de medidas antidumping que ainda não foram formalmente apresentadas. Além disso, foram realizados cortes de R$ 6,2 bilhões em benefícios previdenciários, refletindo a pressão que as despesas obrigatórias exercem sobre as contas públicas. O resultado final permanece incerto, com a Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado prevendo uma arrecadação abaixo do esperado.

As emendas parlamentares totalizam R$ 61,4 bilhões, sendo que R$ 49,9 bilhões são de controle total dos parlamentares. Para garantir a execução dessas emendas em ano eleitoral, o relator retirou um dispositivo que permitiria ao governo cancelar os pagamentos. Essa mudança, somada a um aumento significativo no fundo eleitoral, ilustra a complexidade do cenário fiscal e político que o governo enfrentará no próximo ano.

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