STF investiga desvio de recursos públicos em operação contra líder do PL

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a operação Galho Fraco, na qual se investiga o uso da prática conhecida como ‘smurfing’ para disfarçar a origem de recursos desviados de cotas parlamentares. A decisão, proferida em 19 de dezembro de 2025, destaca o fracionamento de saques e depósitos em valores abaixo de R$ 9.999,00 como uma estratégia para evitar a detecção por parte das autoridades financeiras.

A técnica de ‘smurfing’ é recorrente em esquemas de lavagem de dinheiro, pois permite que grandes quantias sejam distribuídas em múltiplas transações menores, evitando assim o alerta de monitoramento bancário. A Polícia Federal identificou movimentações financeiras suspeitas associadas a deputados federais, indicando um padrão que não se alinha a atividades econômicas legítimas. A operação também investiga a utilização de empresas sem estrutura real para justificar gastos com cota parlamentar, sugerindo um esquema organizado de dissimulação.

Com a continuação da investigação, os esforços se concentram na identificação dos beneficiários finais e na apuração da participação efetiva dos parlamentares envolvidos. A autorização de buscas e apreensões por Dino reforça a seriedade das suspeitas, apontando para uma suposta colaboração entre os investigados em um plano para ocultar valores de origem ilícita. O desdobramento desse caso pode ter implicações significativas para a política e a gestão pública no Brasil.

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