STF investiga deputados do PL por peculato e lavagem de dinheiro

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 1 min.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início a uma nova fase da Operação Galho Fraco, autorizada pelo ministro Flávio Dino, a partir de indícios que envolvem os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do PL do Rio de Janeiro. A investigação se concentra em alegações de desvio de recursos da cota parlamentar, que incluem o uso de empresas de fachada e pagamentos informais entre os parlamentares e seus assessores.

Os elementos que embasam a decisão incluem práticas conhecidas como “smurfing”, onde saques e depósitos são fracionados para evitar detecções, além de movimentações financeiras elevadas sem identificação clara da origem dos fundos. O despacho do ministro também menciona que os deputados possivelmente desviaram recursos utilizando assessores e empresas privadas para ocultar a origem dos valores, indicando uma organização criminosa com divisão de tarefas bem definida.

A autorização da operação marca um ponto de inflexão nas investigações, que anteriormente se concentravam apenas em assessores. Com o aumento do conjunto probatório, o STF agora busca responsabilizar diretamente os parlamentares, o que poderá ter consequências significativas para a confiança pública nas instituições e para a política nacional como um todo.

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