O ministro Jhonatan de Jessus, do Tribunal de Contas da União (TCU), abriu uma disputa com o Banco Central ao questionar a liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro. Em despacho datado de 18 de dezembro, o ministro exigiu que a autarquia apresentasse justificativas para a ‘medida extrema’ em um prazo de 72 horas, levantando a possibilidade de congelar ações futuras sobre os ativos do banco.
O ministro critica a suposta ‘precipitação’ do Banco Central, que pode ter ignorado soluções de mercado que poderiam evitar a liquidação, apesar das investigações indicarem fraudes de R$ 12,2 bilhões. Jhonatan de Jessus menciona que, meses antes da liquidação, houve uma proposta de aquisição do Master, sugerindo que o BC não analisou adequadamente alternativas de reorganização. O Banco Central, por sua vez, defende que agiu dentro dos ritos legais para proteger a decisão judicialmente.
As implicações da disputa se estendem à atuação do Congresso, com o ministro Dias Toffoli retomando investigações e impondo sigilo a documentos relacionados ao caso. O TCU e o BC enfrentam um cenário de crescente tensão, enquanto os resultados das investigações podem impactar a confiança do mercado e a estabilidade financeira do setor. A situação continua a ser monitorada, com desdobramentos que podem influenciar a gestão e a regulação do sistema financeiro brasileiro.

