O ex-deputado federal Alexandre Ramagem viu seu mandato ser cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em 18 de dezembro de 2025. Em um desabafo nas redes sociais, ele chamou a decisão de ‘canetada’ e disparou críticas contra o presidente da Câmara, Hugo Motta, acusando-o de agir como ‘subordinado’ de um ministro do Supremo Tribunal Federal.
Ramagem, que foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo anterior, afirmou que a cassação foi uma ação covarde que desrespeitou as normas internas do Legislativo e a Constituição. Ele alegou que a decisão não refletiu a vontade popular e foi tomada sem o devido processo legislativo. Além disso, Ramagem considerou Motta uma ‘marionete’ nas mãos de um ministro do STF.
A cassação de Ramagem é resultado de sua condenação por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, o que o torna inelegível. A situação não apenas o afasta do cenário eleitoral, mas também levanta questões sobre a influência do STF nas decisões políticas. O desdobramento dessa controvérsia pode ter repercussões significativas nas relações entre os poderes e na dinâmica política do Brasil.

