Acordo Mercosul-União Europeia é adiado após pressão da Itália

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

O tratado que visa estabelecer um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, após 26 anos de negociações, foi retirado da agenda da cúpula em Foz do Iguaçu, Paraná, neste sábado (20). O pedido para o adiamento partiu da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, em meio a preocupações do setor agropecuário de seu país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conduziu o encontro, declarou que espera a assinatura do acordo para janeiro de 2026.

Durante a cúpula, a presença dos presidentes de Argentina, Paraguai e Uruguai foi ofuscada pelo adiamento do tratado, que estava prestes a ser assinado. Lula afirmou ter conversado com Meloni, que reafirmou o compromisso de sua nação em avançar com o acordo, apesar da resistência que enfrenta internamente. A oposição da França e a recente postura da Itália alteraram o equilíbrio político e bloquearam o progresso nas negociações, apesar das expectativas de um desfecho positivo.

A nova data de assinatura, agora prevista para janeiro, dependerá da capacidade do governo brasileiro de negociar com os países da União Europeia, especialmente com a Itália e França. O adiamento destaca os desafios diplomáticos que o Brasil ainda enfrenta para consolidar o maior tratado comercial já negociado pelo Mercosul. Com a situação atual, o governo terá que intensificar esforços para desbloquear esse processo nos próximos meses.

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