Enel enfrenta pressão política para encerrar concessão em São Paulo

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

A concessionária Enel, responsável pelo fornecimento de energia em São Paulo, enfrenta crescente pressão para encerrar seu contrato após uma severa tempestade em dezembro de 2025 que deixou milhões de consumidores sem luz. Em uma coletiva de imprensa, o prefeito Ricardo Nunes, o governador Tarcísio de Freitas e o ministro Alexandre Silveira anunciaram um pedido de caducidade do contrato, que está previsto para terminar em 2028, em resposta ao histórico de serviços precários prestados pela empresa.

A decisão conjunta das autoridades foi impulsionada por uma série de apagões que ocorreram nos últimos dois anos, gerando críticas à Enel, que já acumulou multas significativas por falhas na prestação de serviços. Apesar do consenso político, a rescisão do contrato não será uma tarefa simples, uma vez que um longo processo burocrático junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) será necessário para que a cassação ocorra, podendo levar até dois anos.

Independentemente do resultado, a situação evidencia a fragilidade da infraestrutura elétrica brasileira diante das mudanças climáticas, com a necessidade urgente de um plano abrangente para aumentar a resiliência do sistema. Especialistas alertam que, enquanto as soluções imediatas são buscadas, a falta de investimentos em infraestrutura pode agravar ainda mais os problemas no futuro. Assim, a pressão sobre a Enel também pode servir como um ponto de partida para a revisão das fragilidades em todo o setor elétrico nacional.

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